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A importância da escolha dos Fornecedores no processo de Transferência

  • mauro5653
  • 17 de mar.
  • 3 min de leitura

Quando iniciamos o planejamento de um processo de transferência de plantas industriais, há vários assuntos a serem discutidos, como por exemplo: preparação da nova planta, definição de estoque de segurança, plano de comunicação, montagem e desmontagem das máquinas e equipamentos, entre tantos outros temas críticos.


Neste artigo, vou dar foco ao item desmontagem, transporte e montagem dos equipamentos — um dos pontos que mais impacta prazo, custo e risco do reinício das operações.


Máquina sendo transportada por fornecedores especializados
Máquina sendo transportada por fornecedores especializados

O erro comum: “a manutenção local dá conta”


É muito comum a equipe de manutenção local querer assumir esses trabalhos, afinal é ela quem cuida dos equipamentos da empresa e os mantém em boas condições de operação.


Mas aqui está um erro frequentemente cometido nesses projetos. Para ser claro: a manutenção tem preparo para corrigir e evitar problemas de manutenção, porém não é, em geral, a equipe mais adequada para planejar e executar desmontagem, transporte e remontagem de máquinas industriais.


O desafio real: preparar a nova planta sem parar a atual


Em uma transferência, a nova infraestrutura precisa estar pronta para receber as máquinas: energia elétrica, água, ar comprimido, gás, entre outras utilidades. E, idealmente, tudo deve estar em pleno funcionamento quando os equipamentos chegarem.


A pergunta é: como preparar a nova planta e, ao mesmo tempo, manter as máquinas produzindo na instalação atual?


É aqui que entram fornecedores qualificados, que conseguem atuar em paralelo:

- Montar a nova infraestrutura e utilidades;

- Apoiar (ou conduzir) o processo de desmontagem;

- Planejar e executar transporte especializado;

- Garantir montagem, alinhamento e comissionamento com método e rastreabilidade.


Transporte especializado não é “só colocar no caminhão”


Fornecedores de transporte especializado precisam analisar em detalhes:

- Processo de carregamento e içamento;

- Fluxo de saída e restrições de acesso;

- Dimensões, pesos e centro de gravidade;

- Equipamentos necessários (guindastes, pórticos, pranchas, berços, etc.);

- Rota, licenças e janelas de tráfego;

- Fluxo de chegada, descarregamento e posicionamento.


Esse nível de planejamento reduz drasticamente improvisos — e improviso, em transferência industrial, costuma virar custo e atraso.


Manutenção ≠ desmontagem e remontagem industrial


Dar manutenção não significa dominar o processo completo de:

- Desmontagem técnica (com preservação de referências e ajustes);

- Preparação para transporte (proteções, travamentos, embalagens, amarrações);

- Descarregamento e posicionamento;

- Montagem e ajustes finos.


Muitas máquinas, por exemplo, exigem:

- Drenagem, limpeza e reabastecimento de tanques hidráulicos com lubrificantes novos;

- Substituição preventiva de gaxetas, rolamentos e peças de desgaste;

- Execução de bases no novo layout (com cura, nivelamento e alinhamento);

- Ajustes de “geometria” (alinhamento fino de eixos, barramentos e guias).


Na prática, a equipe interna raramente tem, ao mesmo tempo, ferramentas adequadas, prática específica e tempo para planejar e executar tudo isso com segurança e previsibilidade.


O barato que vira caro (e atrasa o restart das operações)


Em muitos projetos que acompanhei, vi empresas que, por questão de custo, assumem internamente etapas críticas. O resultado costuma ser o mesmo: perda de tempo, comprometimento do reinício das operações e custo elevado.


Um caso que tomei conhecimento, a empresa teve um custo extra de € 12.000 para trazer da Europa um técnico do fabricante para fazer a máquina voltar a operar, isto porque, após um problema durante desmontagem/montagem, a equipe interna já não sabia como avançar.


Quando assumir risco faz sentido (e quando não faz)


A conclusão é simples: é possível assumir algum risco com equipamentos mais simples e de menor complexidade. Mas equipamentos críticos devem ser assistidos, preferencialmente, pelo fabricante ou por empresa especializada.


O que à primeira vista parece simples pode rapidamente se tornar uma fonte de problemas difíceis (ou caros) de reverter quando se usa apenas recursos internos.


Complexidade extra: joint venture e escolha entre equipamentos


O problema pode ser ainda mais complexo em processos de joint venture, quando existe a necessidade de escolher entre equipamentos semelhantes de duas plantas diferentes.


Nesses casos, é essencial realizar:

- Análise de carga máquina;

- Avaliação de capacidade operacional;

- Verificação de condição real dos equipamentos;

- Critérios técnicos para decidir o que transferir, o que substituir e o que manter.


Recomendações práticas para reduzir risco


Para meus clientes, as indicações são diretas:

- Não transforme a mudança em um projeto de alto risco (além das variáveis que você não controla);

- Use o conhecimento de fabricantes e fornecedores especializados para orientar, planejar e executar desmontagem, transporte e montagem;

- Planeje em conjunto com fornecedores para ter um cronograma mais realista;

- Elimine riscos ainda no planejamento — inclusive aqueles que a equipe interna nem imagina que podem acontecer.


Quer reduzir risco, prazo e custo no seu projeto de transferência?


Se você está planejando (ou já iniciou) uma transferência de planta industrial e quer evitar atrasos no restart, retrabalho e custos inesperados, posso ajudar a estruturar o plano e a estratégia de fornecedores.


Agende uma conversa com a MVS Consultoria

E-mail: mvs.consultoria@mvsmanagement.com.br

Telefone/WhatsApp: (11) 98705-8377

 
 
 

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